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Até que ponto somos livres para escolher o que consumimos na internet?

A grande maioria de nós, ao acordar, vai direto para o celular. A ideia é saber o que está acontecendo, nos colocarmos a par das novidades, fofocas e notícias do dia. É como se o dia somente começasse após estarmos conectados.

Ao abrirmos nossas redes sociais nos deparamos com uma seleção de informações que foi previamente pensada para nós.

Pode parecer assustador, mas tudo o que consumimos na internet e nas redes sociais foi meticulosamente analisado por uma ferramenta tecnológica chamada algoritmo.

Esses algoritmos são como uma “receita de bolo”, uma sequência de caminhos que devem ser seguidos para realizar uma tarefa ou desempenhar uma determinada função. Ao criarmos nossos perfis nas redes sociais, colocamos ali nossas preferências, gostos e costumes. Isso tudo é reconhecido, recolhido, armazenado e analisado, através dos algoritmos, pelas grandes empresas de tecnologia, como a Google, para depois serem usados para publicidade direcionada ou para venda dos nossos perfis para outras empresas. São os famosos nichos de consumo.


Empresas de alimentos infantis buscam perfis de mães com filhos numa determinada faixa etária, assim como empresas de automóveis buscam perfis masculinos, sendo que a faixa etária vai depender do tipo de veículo que será oferecido.


O que parece muito simples, no nosso dia a dia, é uma teia complexa de análises de algoritmos feita pela Google. A Netflix também usa a análise dos nossos dados para sugerir as séries e filmes que possam gerar interesse de acordo com perfil, sexo, faixa etária, etc. O mesmo acontece quando buscamos alguma coisa que desejamos comprar: uma vez feita uma busca, aquele objeto parece que nos “persegue” durante semanas em todas as páginas abertas na aba de navegação.


Mas qual a resposta para isso?

Algoritmos!


Somos influenciados, a todo o momento, sobre o que comprar, consumir, onde comprar, amigos para se conectar, notícias, programação de TV, entre outros.

Daí fica a pergunta: será que somos livres para escolher o que consumimos na internet ou somos sugestionados?


Por: : Elaine Gouvêa, Professora de Filosofia e Projeto de Vida, Mestranda em Filosofia e Ensino, Especialista em Filosofia, Jornalista


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