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Superando desafios

Será que estou no lugar certo? Estou fazendo o meu melhor? Não seria melhor ficar na minha zona de conforto?


Quando nos formamos em uma determinada área nos sentimos capacitados e preparados para qualquer situação em nossa formação, porém as situações cotidianas nos fazem perceber que não é bem assim, ainda mais quando trabalhamos com seres humanos.


Ao ser admitida por uma grande instituição de ensino fiquei muito orgulhosa e também receosa uma vez que estaria saindo da minha zana de conforto, a sala de aula do Ensino Fundamental I, para ingressar em um universo totalmente desconhecido: o trabalho com adolescentes. Ali me deparei com situações que me fizeram questionar minhas escolhas.


Será que estou no lugar certo? Estou fazendo o meu melhor? Não seria melhor ficar na minha zona de conforto?


Esses pensamentos passavam várias vezes por minha cabeça. Então, percebi que o meu trabalho na tutoria não era somente “cuidar”, encaminhá-los para a suas aulas ou acompanhar seus estudos. Entendi que estávamos construindo uma parceria…

Comecei perceber que não importa a série que se trabalhe: o aluno não pode ser tratado apenas como “uma mente vazia” pronta para receber seus conhecimentos. Esses alunos precisam ser olhados de forma individualizada, como um ser humano em formação e que também sente medos, dor, sofre e quer ser aceito na sociedade.


Entendi que o meu papel era muito mais do que uma “simples” tutora, mas eu fazia a diferença na vida deles e eles na minha.


Assim, eu mudei! Passei a sorrir e brincar mais, porém repreendo quando necessário. Aprendi a importância de um abraço ou um cafuné. Aos poucos estou ganhando a confiança, respeitando e sendo respeitada.


O ano letivo ainda não chegou ao fim, muitas coisas ainda estão por vir e não temos como saber se tudo isso dará certo até o final. O que sei é que ao trabalhar com ser humano, seja criança ou adolescente, temos que em primeiro lugar colocar uma pitada de amor à profissão e respeito ao próximo, assim acredito que farei diferença na vida de “meus” adolescentes como eles já fazem na minha.


Por Gabriela Ribeiro - Pedagoga.



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